Mesa do Chef

Frases que ficam #19: Seus olhos não tinham luz de brilhar, era chama de queimar (Almeida Garrett)

A porta do PALCO.JPG


A porta do Hotel Teatro… e também do restaurante PALCO


 


Seus Olhos


Seus olhos – se eu sei pintar


O que os meus olhos cegou –


Não tinham luz de brilhar,


Era chama de queimar;


E o fogo que a ateou


Vivaz, eterno, divino,


Como facho do Destino.


 


Divino, eterno! – e suave


Ao mesmo tempo: mas grave


E de tão fatal poder,


Que, um só momento que a vi,


Queimar toda a alma senti...


Nem ficou mais de meu ser,


Senão a cinza em que ardi.


 


Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas'


 


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E a jaleca do chef Arnaldo Azevedo, também com o poema ‘Seus Olhos’ de Almeida Garrett


 


P.S. 1 – Teatro… Literatura… Gastronomia… as diferentes manifestações artísticas do ser humano não são estanques, os diversos géneros culturais cruzam-se entre si.


 


P.S. 2 – Muito obrigado ao Hotel Teatro, ao restaurante PALCO e em especial ao chef Arnaldo Azevedo por me terem feito regressar a Almeida Garrett. Acabei de reler o intemporal ‘Folhas Caídas’… um livro de poesia absolutamente extraordinário…!


 


Ver também:


O grande PALCO de Arnaldo Azevedo


 


Fotografias: Marta Felino


PALCO | Hotel Teatro, Rua Sá da Bandeira, 84, Porto, Portugal | Chef Arnaldo Azevedo

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