Mesa do Chef

Em Évora, Degust’AR com António Nobre

António Nobre


António Nobre


Em Évora, é imprescindível conhecer a cozinha de António Nobre no restaurante Degust’AR do M’AR De AR Aqueduto, hotel de 5 estrelas na tranquilidade de um edifício quinhentista do centro histórico da cidade classificada pela UNESCO como Património da Humanidade.


António Nobre no interior do Degust’AR


António Nobre no interior do Degust’AR


De matriz assumidamente alentejana, é uma cozinha de alto nível… que sabe mesmo a Alentejo!


Com António Nobre a fazer questão de utilizar os produtos tradicionais da região, em especial, azeite, alho, pão e ervas aromáticas, sobretudo coentros e orégãos!


E de uma forma criativa!


Sempre num sedutor registo contemporâneo de grande elegância, frescura… e leveza!


António Nobre e o sub-chef Tiago Moreno


António Nobre e o sub-chef Tiago Moreno


O que lhe permite ter no Degust’AR, para além da carta, um menu de degustação de excelência!


Cujo correspondente menu de vinhos começa com um espumante de boas-vindas.


A esplanada do Degust’AR… virada para a piscina e para o aqueduto


A esplanada do Degust’AR, virada para a piscina... e para o aqueduto


Sendo o magnífico primeiro snack uma síntese perfeita da cozinha de António Nobre: os intensos sabores alentejanos de sempre… e um elegante toque de modernidade!


Com efeito, ao tradicional paio alentejano, que António Nobre assou no forno para lhe intensificar o sabor e dar também uma textura crocante… o chef do Degust’AR junta-lhe orégãos e uma, tão inesperada quanto feliz, maionese de wasabi!


O qual contrasta depois com um intenso e refrescante mini folhado… de sapateira!


Snacks by António Nobre


Snacks


A seguir, os pães do Alentejo!


O tradicional.


E, ainda, um de azeitonas e outro de passas.


João Silva e os pães


João Silva e os pães


Bem como uma excelente manteiga de cabra!


E também o saboroso azeite ‘Amor é Cego’, proveniente de um pequeno olival de sequeiro junto a Évora com 62 anos e em modo de conversão para a agricultura biológica, exclusivamente da variedade galega.


Azeite ‘Amor É Cego’ e manteiga de cabra


Azeite ‘Amor é Cego’ e manteiga de cabra


Em Évora… o vinho da Fundação Eugénio de Almeida evocativo do Foral que D. Manuel I outorgou à cidade em 1501.


O qual é um varietal de Assario – casta branca, também conhecida no Dão e no Douro por Malvasia Fina, que origina vinhos levemente florais e com suaves notas frutadas.


Foral de Évora Colheita branco 2013


Foral de Évora Colheita branco 2013


Entrando-se no menu de degustação, o primeiro momento é um refrescante gaspacho alentejano – ou seja, sem ser triturado, ao contrário do andaluz.


E que António Nobre serve acompanhado de presunto pata negra… crocante!


Gaspacho alentejano


Gaspacho alentejano


A seguir, um excelente camarão selvagem assado... com especiarias, uma deliciosa manteiga de alho preto e, ainda, creme de espinafres!


Camarão selvagem


Camarão selvagem


Camarão selvagem


O prato seguinte do menu de degustação – como aliás acontece por vezes em registos de alta cozinha – é servido a dois tempos!


Primeiro, João Silva traz à mesa um cântaro!


Somente para vermos e para sentirmos a intensidade dos aromas da sopa de beldroegas que António Nobre, a fim de lhe intensificar os sabores, faz questão de continuar a fazer à moda antiga e de forma tradicional – no barro!


João Silva e o cântaro de barro em que é feita a sopa de beldroegas


João Silva e o cântaro de barro em que é feita a sopa de beldroegas


João Silva e o cântaro de barro em que é feita a sopa de beldroegas


Beldroegas, alho, queijo


Pelo que só mais tarde chega então da cozinha o prato da fabulosa sopa, finalizado com um ovo de codorniz!


Em que se destacam os sabores das beldroegas... e do queijo!


Bem como o alho, com película, a desfazer-se na boca!


Sopa de beldroegas


Sopa de beldroegas


A seguir, continuando nos brancos mas acrescentando complexidade e intensidade aromática à experiência degustativa, chegou o fresco e elegante Herdade dos Grous da colheita de 2014, produzido no Alentejo a partir de Antão Vaz, Arinto e Gouveio.


Herdade dos Grous branco 2014


Herdade dos Grous branco 2014


Que, dando seguimento aos sabores alentejanos de António Nobre, acompanhou muito bem o tenríssimo polvo grelhado com migada de batata, alho, azeite, tomate e coentros!


Muito bom!


Polvo grelhado


Polvo grelhado


Polvo grelhado


Depois, continuámos no Alentejo mas mudámos para um tinto, o Esporão Reserva da colheita de 2013.


João Silva e mais um vinho alentejano


João Silva e mais um vinho alentejano


Esporão Reserva tinto 2013


Esporão Reserva tinto 2013


Que acompanhou o carré de borrego do Baixo Alentejo ao qual António Nobre, em busca das influências árabes da cozinha alentejana, junta a famosa mistura de especiarias “ras el hanout”... na crosta e no delicioso molho!


Acrescentando-lhe ainda uma intensa espuma de caril verde!


E também um delicioso puré de ervilhas trabalhado com… leite de coco!


Prato muito leve… e muito bom!


Carré de borrego


Carré de borrego


Carré de borrego


Carré de borrego


Porém, depois da carne, uma estimulante provocação de António Nobre… com o regresso aos sabores marinhos!


Que levou aliás João Silva a voltar ao branco da Herdade dos Grous!


Com efeito, António Nobre apresentou uma vieira, levemente selada na frigideira… e o excelente camarão alentejano (!) de Alcácer do Sal, não no habitual registo crocante dado pela fritura ou pela desidratação mas antes muito fresco, acabado de cozer!


Tendo o conjunto – continuando o registo de grande elegância e leveza que caracteriza os menus de degustação de António Nobre – sido acompanhado por um subtil creme de couve-flor!


E por um pouco de pó de marisco, para acentuar os sabores!


Uma opção arriscada de António Nobre... que resultou muito bem!


Excelente momento!


Vieira e Camarão de Alcácer do Sal


Vieira e Camarão de Alcácer do Sal


Vieira e Camarão de Alcácer do Sal


Regressando à carne e também ao tinto do Esporão…


… um saborosíssimo naco de pojadouro de um bovino da raça Mertolenga cozinhado 14 horas a baixa temperatura e a desfazer-se na boca!


Que António Nobre acompanha com umas saborosas migas de espargos verdes... e com uma intensa espuma de laranja da Vidigueira!


Brutal!


Alentejo puro!


Pojadouro de bovino da raça Mertolenga


Pojadouro de bovino da raça Mertolenga


Por fim, o último momento de carne do menu de degustação de António Nobre no Degust’AR.


Peito de pato, muito saboroso.


Um molho intenso mas muito refrescante, marcado pelas notas dos citrinos e do gengibre.


Um excelente e aveludado puré de batata violeta.


E, ainda, umas pequenas e saborosíssimas amoras (verdadeiramente) silvestres!


Muito bom!


Peito de pato


Peito de pato


Peito de pato


Para cortar os sabores, a acidez do limão… e da maçã!


Sorvete de limão e maçã ácida


Sorvete de limão e maçã ácida


Tendo depois João Silva apresentado o Vindima Tardia da Vinha d’Ervideira, um D.O.C. Alentejo produzido a partir de Antão Vaz da colheita de 2015.


João Silva e o Vinha d’Ervideira Vindima Tardia 2015


João Silva


Vinha d’Ervideira Vindima Tardia 2015


Vinha d’Ervideira Vindima Tardia 2015


O qual acompanhou uma leve e saborosa tarte de pera portuguesa.


Que António Nobre serve com gelado de framboesa.


E com um fabuloso granizado de romã!


Tarte de pera portuguesa


Tarte de pera portuguesa


Eis que chega então à mesa… o próprio chef António Nobre!


António Nobre chega com os petits fours


António Nobre chega com os petits fours


Trazendo umas saborosas… madalenas!


Madalenas


Madalenas


Foi o fim do extraordinário menu de degustação de António Nobre… no restaurante Degust’AR do hotel M’AR De AR Aqueduto, em Évora!


A satisfação de António Nobre no final de uma grande noite


A satisfação de António Nobre no final de uma grande noite


Obrigado ao João Silva, sempre atento e incansável!


E muitos parabéns ao chef António Nobre pela sua notável cozinha!


É muito gratificante ver um chef assumir a essência dos sabores tradicionais alentejanos e depois conseguir trabalhá-los ao mais alto nível com uma enorme elegância, leveza e contemporaneidade!


O Degust'AR é um restaurante obrigatório!


Na esplanada do Degust’AR, a piscina ao ar livre do Mar de Ar Aqueduto Hotel & Spa… e o próprio Aqueduto


Na esplanada do Degust’AR, a piscina ao ar livre do M'AR De AR Aqueduto Hotel & Spa… e o próprio aqueduto


 


Fotografias: Raul Lufinha e Marta Felino


Degust’AR | M'AR De AR Aqueduto Hotel & Spa, Rua Cândido dos Reis, 72, Évora, Portugal | Chef António Nobre

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